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Câmara dos Deputados entra em debate para modernização de cartórios com utilização de blockchain

um bloco e uma pessoa escrevendo

A Comissão Especial sobre Direito Digital da Câmara dos Deputados debateu na últimaa quinta-feira a digitalização de registros públicos

O Comitê Seleto da Câmara sobre Direito Digital debateu recentemente a questão da digitalização de registros públicos. A sabatina foi recomendada pelo relator da entidade, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).

Desta vez, os deputados ouvirão notários e representantes notariais. O comitê avalia propostas de adequação da legislação brasileira aos avanços tecnológicos como o blockchain e desenvolve políticas nacionais para o desenvolvimento da economia digital.
Yuri Nabeshima, chefe de inovação do VBD Advogados, disse que à primeira vista pode parecer contraditório associar cartórios e cartórios às novas tecnologias, já que no imaginário brasileiro elas simbolizam a burocracia estatal.

“No entanto, é importante destacar o papel que desempenham como órgãos administrativos de fé pública e como a sociedade pode se beneficiar da adoção superficial da digitalização e talvez, num futuro não muito distante, da própria tecnologia blockchain”, explica.

Os advogados aplaudiram a realização de audiências públicas. “Esta é uma iniciativa muito bem-vinda, pois proporciona um espaço para discutir como essas instituições podem se transformar e se adaptar às inovações disruptivas”, acrescentou.

Recentemente, a questão da substituição dos cartórios pela tecnologia blockchain foi discutida durante a Rio Innovation Week. No palco Lawtech, Caio Sanas, Tayyná Carneiro e Andrey Guimarães falaram sobre a persistência dos cartórios e a irreversibilidade da presença dos contratos inteligentes no Brasil.

“Eu testei quando lancei um de meus livros e registrei a arte da capa usando blockchain. O registro foi instantâneo e custou 0,01 centavos”, disse Sanas durante uma apresentação no painel.

“Eu testei quando lancei um de meus livros e registrei a arte da capa usando blockchain. O registro foi instantâneo e custou 0,01 centavos”, disse Sanas durante uma apresentação no painel.

Embora seja fácil registrar direitos autorais no blockchain, os advogados ressaltaram que nem todos os tipos de registros podem se beneficiar do uso da tecnologia.

“Se eu dividir minha propriedade em partes na forma de tokens e registrá-los no blockchain, o que fica registrado é a obrigação, não os direitos reais”, explica.

Cartório do Brasil já usa blockchain
Embora haja controvérsia sobre como o blockchain poderia modernizar ou até mesmo substituir o sistema notarial brasileiro, a tecnologia já é amplamente utilizada na indústria em todo o Brasil. O Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) do Brasil utiliza blockchain em sua plataforma e-notário.

O cartório eletrônico é basicamente uma ferramenta que permite que serviços como procurações públicas, escrituras, reconhecimento de assinaturas, etc. sejam preenchidos digitalmente. Para isso, o sistema conta com a utilização do blockchain Notarychain, responsável por registrar os documentos de o notário eletrônico.Certificado digital, que é uma rede licenciada onde cada notário representa um nó.

A rede não anônima é executada no blockchain da IBM, Hyperledger Fabric. Em maio de 2021, um ano após a implantação, o Centro Notarial de Certificação Digital (CENAD) conta com mais de 411 mil páginas certificadas.

Apesar desses números, o blockchain não deve substituir 100% as atividades dos cartórios e tabeliães brasileiros. Essa é a avaliação de Andrey Guimarães, vice-presidente do CNB paulista e diretor do CNB Federal.

Ele acredita que tecnologias disruptivas podem agregar valor, mas existem limites internos para sua adoção. Um deles é a impossibilidade de remover intermediários relacionados ao acesso do usuário final à plataforma pelo front-end.

Embora exista uma etapa de atendimento e verificação de informações para quem busca serviços notariais, esta precisa ser realizada fora da rede. Há uma diferença entre a imutabilidade e a autenticidade absoluta do blockchain, que envolve garantir a imutabilidade e confiabilidade das informações, referindo-se à liberação de análise jurídica, conformidade e credibilidade, o que, segundo ele, nada tem a ver com o sistema de assinatura.

Ele avaliou que os contratos inteligentes não podem ser vistos como uma solução para todos os serviços burocráticos que têm sido alvo de críticas, explicando que em casos mais complexos “é necessária orientação” e argumentando que os entusiastas da tecnologia estão preocupados com o uso da tecnologia. pouca discussão defendendo o fim dos cartórios.

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